No dia 14 de dezembro, fizemos um debate sobre o financiamento do transporte público. Em uma conversa diversa e com a participação de vários movimentos sociais da cidade, foi possível debater sobre a situação da mobilidade urbana como um todo e ter a certeza de que as tarifas custeadas apenas pelos passageiros não são pertinentes com a constituição, que garante o transporte como um direito social.

Além disso, houve uma mensagem final de otimismo, e de acordo com o engenheiro, ex-secretário de transportes de São Paulo e idealizador da tarifa zero, Lúcio Gregori, frente ao cenário político atual, a discussão da mobilidade é sobre o que ainda vamos avançar e não sobre recuperar direitos perdidos. “Isso já é algo positivo frente aos retrocessos que vivenciamos atualmente”.

 

É importante lembrar que vivemos em Belo Horizonte a iminência de um novo aumento das passagens, que deve ser anunciado nos próximos dias. O prefeito Alexandre Kalil fez o compromisso de não reajustar os valores das passagens enquanto não houvesse uma auditoria do transporte público. A promessa não está sendo cumprida e iremos cobrar.

O debate aconteceu na Casa dos Jornalistas, dentro do projeto MobCidades, que tem o objetivo de criar uma rede entre os movimentos por mobilidade e trabalhar com a incidência no orçamento e direito à cidade. Também participaram a integrante do Tarifa Zero BH, Annie Oviedo, e o engenheiro Marcelo Cintra, do Movimento Nossa BH e da BH em Ciclo.

Em um evento que oxigenou os movimentos da cidade, ficou a certeza de que lutaremos contra o aumento!