Na tarde do dia 13 de dezembro, aconteceu a 9ª reunião do Observatório da Mobilidade Urbana de Belo Horizonte (Obsob-BH). Diferente das outras oito edições que aconteceram a partir de 2013, quem organizou a agenda , montou as mesas e conduziu os trabalhos desta edição foram pessoas da sociedade civil e não a BHTRANS – coordenadora do ObsMob-BH.

A reunião iniciou-se com a apresentação do Plano de Mobilidade de Belo Horizonte (PlanMob) por um integrante do Movimento Nossa BH, André Veloso, que mostrou todos os eixos do Plano e os pontos principais, dando uma noção geral das diretrizes, princípios, objetivos e algumas ações previstas. Em seguida, a experiência do Busão da Comunidade, no Aglomerado da Serra, foi apresentada. Também foi apresentado o Plano de Mobilidade por Bicicletas (PlanBici), que foi elaborado tendo como base o PlanMob-BHApós essa apresentação, inclusive com o vídeo do Busão, foi feita uma fala sobre a importância da mobilidade para a economia urbana. Por fim, Letícia Birchal, do Nossa BH, fez  uma fala sobre as ausências do PlanMob-BH, como gênero, pedestres e uma perspectiva local.

Após as falas e debate sobre elas, foi realizada uma dinâmica de construção da matriz FOFA tendo como objeto a implantação, em 2018, de cada um dos oito eixos do PlanMob, levando em conta as respectivas ações.As cerca de 80 pessoas foram dividdas em oito grupos (um por eixo) e elencaram as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças para implantação dos eixos do PlanMob. Cada um dos grupos também listou três ações necessárias para implantação efetiva do eixo e uma ação com a qual o ObsMob-BH pode contribuir para que o PlanMob-BH avance.

É preciso garantir as ações do PlanMob, em especial o que tange à participação social na tomada de decisão, para que haja uma evolução nas políticas de mobilidade urbana da cidade e, principalmente, por uma Belo Horizonte mais acessível, justa e sustentável.

Dois destaques foram feitos ao longo de toda a reunião por várias pessoas e, inclusive, nos grupos de trabalho:

  1. A importância da aprovação do novo Plano Diretor da cidade – que está na Câmara Municipal
  2. A necessidade de conferir caráter deliberativo ao Conselho de Mobilidade Urbana – COMURB