Lançamos uma publicação que explica como funciona o financiamento do transporte público em Belo Horizonte hoje e pensa em como isso poderia ser diferente. A perspectiva é que a efetivação do transporte público como direito social deve garantir que todas e todos possam usufruir desse sistema, garantindo seu acesso à cidade e a outros direitos.

Hoje, quem paga pelo funcionamento do sistema de ônibus em BH é o próprio passageiro, por meio da passagem. 95,6% de toda a receita do sistema (mais de um bilhão de reais!) é paga pelo usuário do ônibus – em sua maioria, mulheres e trabalhadoras e trabalhadores.

Porém, toda a cidade se beneficia pelo funcionamento do sistema de transporte público. Por exemplo, ele garante:

  • Menos carros na rua
  • Mais fluidez no trânsito
  • Menos poluição e menos gases de efeito estufa
  • Menos acidentes automotivos
  • Mais dinheiro no fim do mês para você e sua família

Mesmo assim, a maior parte dos investimentos na mobilidade urbana em BH, nos últimos anos, tem sido voltado para o transporte individual motorizado. No ano de 2018, aproximadamente R$ 125 milhões foram gastos para obras e intervenções urbanas voltadas para o transporte individual motorizado. Valor muito superior aos R$ 17 milhões pagos para a categoria de transporte público.

A proposta, então, é pensarmos em formas alternativas de financiamento do transporte público, por meio do subsídio da tarifa – rumo à Tarifa Zero! O INESC fez um estudo que mostra que isso é possível e nos inserimos nesse debate para a efetivação de uma alternativa que transforme as cidades e as formas de se locomover por ela!

Veja mais na nossa publicação: http://bit.ly/QuemPagaConta